



A vida nos prega peças, o passado brinca com o nosso presente e o que resta disso? Pessoas que um dia foram a sua melhor companhia hoje tem prazer em ver sua derrota. Palavras escrotas, pessoas imundas em todo o seu ser fazem com que a sua cabeça gire, seu coração aperte e seus olhos lacrimejem. É aí que você pensa em desistir, em… Sumir pra ver se a dor passa, mas não, mesmo que você desapareça, as lembranças, as vozes continuam a perseguir-te, torturar-te e mais que uma dor física, isso vai matando toda a sua essência, sua esperança e vontade de viver. Então você realmente para. A fome passa, o sono não chega, o frio aumenta assim como a dor, o que é uma combinação perfeita para uma tortura, que já não é gerada por ninguém além de si mesmo. Você se auto-tortura, porque começa a se questionar “E se eu for mesmo assim?” “E se estiverem certos?” “Que tipo de ser humano eu sou? Se é que sou um…” E pela primeira vez a voz do coração concorda com a razão, é hora de largar tudo, mas não pra recomeçar, porque lhe faltam forças pra isso. É hora de deixar tudo pra trás, e apenas esperar o fim.